terça-feira, 24 de novembro de 2009

Terrorismo


Terrorismo é uma estratégia política que consiste no uso de violência, física ou psicológica, em tempos de paz, por indivíduos ou grupos políticos, contra a ordem estabelecida, através de ataques a um governo ou à população que o legitimou.
Nos últimos anos, o Terrorismo ganhou significados variáveis e polivalentes. Existe várias formas de terrorismo, entre eles estão o Terrorismo Indiscriminado, Terrorismo Selectivo e o Terrorismo de Estado.
O Terrorismo Indiscriminado, também chamado de Aleatório são todas as acções que se destinam a fazer um dano a uma agente indefinido e irrelevante. Este visa a propagação do medo geral na população; os exemplos desta prática de terrorismo são a colocação de bombas em cafés, parques de estacionamento e metros. O Terrorismo Selectivo visa atingir directamente um indivíduo. Al Qaeda, ETA, IRA, Separatistas Chechenos, PCC (Primeiro Comando da Capital) são seis das várias organizações que actuam sobre esta forma de terrorismo. Em relação ao Terrorismo de Estado, esta expressão foi forjada pela URSS no quadro da Guerra Fria para designar a Operação Condor que foi uma estratégia de repressão comum aos governos autoritários da América do Sul dos anos 1970. A expressão passou a ser comum nas denúncias das práticas massivas, pelos serviços secretos, de assassinato, de tortura, censura aos meios de comunicação e exercício enfim de uma série de violências similares aos empregados no terrorismo.
As mais famosas organizações terroristas do século XX foram as Brigadas Vermelhas na Itália, O IRA (Exército Republicano Irlandês), a OLP (Organização pela Libertação da Palestina), a Ku Klux Klan, a Jihad Islâmica, Abu Nidhal, a Al-Qaeda e a ETA. Alguns governos têm ou tiveram ligações comprovadas com grupos terroristas, que incluem financiamento ou apoio logístico, como o fornecimento de armas e explosivos e de locais de abrigo e treino. São os casos, entre outros, do Iémen, da Líbia, e dos países que apoiaram o regime Talibã no Afeganistão, mas também dos próprios Estados Unidos da América e outros países ocidentais.
Um dos temas mais debatidos nos últimos anos é o Terrorismo Internacional e o Terrorismo Islâmico. O terrorismo deixou de ser um fenómeno restrito a algumas áreas conhecidas no mundo, nas lutas pelos separatistas e revolucionários, diante da exacerbação do fundamentalismo religioso. Nesse sentido, os adeptos do extremismo islâmico lançaram-se numa guerra contra o Ocidente, como esforço para desestabilizar a Ordem Internacional que consideram injusta, expressando o seu ódio contra os Estados Unidos, como país ocidental representativo, pelos seus valores culturais e cristãos, pela sua exuberante economia e poderio militar. Ademais, o Governo norte-americano mantém bases militares em países muçulmanos, algo inaceitável pelos extremistas. Nesta Dissertação, restou patente a necessidade de situar o aparelho do terror no mundo globalizado, de sorte a observar-se a conduta dos grupos extremistas nesse universo cada vez mais estreito e de ligações intrínsecas. Desde o 11 de Setembro de 2001 - quando foram destruídas as torres gémeas do World Trade Center, em Nova York, e danificado parte do edifício do Pentágono, em Washington, no maior atentado terrorista de todos os tempos -, o mundo, neste início de Terceiro Milênio, assiste a um espectáculo de guerras sofisticadas, primeiro no Afeganistão e depois no Iraque, com ameaças de que outros países se vejam confrontados com o mesmo poder de polícia adoptado e exercido pelos Estados Unidos de forma unilateral.

Rute Medeiros

Violência contra as mulheres

- Uma em cada três mulheres é alvo de violência na sua vida
- Um dia por todas as mulheres no mundo

Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente 25 de Novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.
Antes desta indicação da ONU, o dia 25 de Novembro já era vivido pelo movimento internacional de mulheres.
Em média, uma mulher em cada três sofre de violência na sua vida, desde espancamentos a relações sexuais impostas ou outras formas de maus-tratos.
O Dia Internacional para a eliminação da violência doméstica é uma iniciativa da ONU e do Conselho da Europa e serve para debater e dar visibilidade às vítimas da violência, quer através de espancamento, violência conjugal, crimes de honra ou casamentos forçados.
Em Portugal, existe uma organização (a União de Mulheres Alternativa e Resposta – UMAR) que se preocupa na defesa das mulheres.
Em África, a violência contra as mulheres passa pelas mutilações genitais, sofridas por 130 milhões de raparigas no mundo, segundo a ONU, mas também por um número recorde de mulheres infectadas pelo vírus da sida por não utilização do preservativo.
A UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres), atribui todos os anos fundos que serão atribuídos às pessoas que lutam para acabar com esta prática horrorosa, que continua a ser um grave problema da sociedade actual, acontecendo também em Portugal.

(Escondida pela cumplicidade da sociedade e pela impunidade, a violência contra a mulher ainda é um fenómeno pouco visível).


A mulher sofre diversas formas de violência:
 Violência plural
 Violência dentro de casa
 A violência conjugal (Tem forte impacto sobre a saúde física e mental das mulheres).
Para combater este mal são necessárias políticas públicas que são destinadas a enfrentar este flagelo social que se dá pelo nome de Violência.
Mas as respostas ao problema da violência doméstica, no tocante às políticas públicas, são ainda insuficientes. O combate à violência contra a mulher, exige acções integradas em diversos níveis, áreas e instâncias. Como problema público, exige políticas públicas, decididas e devidamente apoiadas.

- Eliminar a violência doméstica:
A violência contra a mulher é um problema complexo, que não se resolverá de forma simplista. Encontrar soluções, representa um enorme desafio para o movimento feminista, para as mulheres em geral, e para todos os segmentos da sociedade. Tal como o problema do racismo, é um problema de todos e de nenhuma raça em particular, também, o problema da violência contra a mulher, é um problema de todos e não apenas das mulheres.
Torna-se necessário travar uma luta, em todas as frentes, contra os preconceitos, estereótipos e tabus, que contribuem para difundir uma visão de subalternidade da mulher e, desse modo, legitimar a violência.
As mulheres devem continuar a trabalhar para conquistarem espaços de cidadania, fazendo valer os seus direitos e tendo uma maior participação política — nos cinco Poderes, movimentos sociais, sindicais, económicos, culturais, políticos – num decidido processo de ganho permanente de poder.

Rute Medeiros

Problemas da Sociedade Actual

O aumento da criminalidade tem tomado proporções alarmantes.
A violência geralmente ocorre em lugares em que há a concentração maior da população, ou seja, nos grandes centros urbanos. Os crimes variam dos mais banais até os hediondos.
É comum os meios de comunicação denunciarem policiais envolvidos em crimes, ou por serem cúmplices ou por fazerem "vista grossa" em troca de propina. O tráfico, a cada dia, cresce desenfreadamente, muitas vezes patrocinado pelas "elites". Uma pergunta, que já foi feita pelo irreverente Cazuza, pode ser refeita: "que país é este?".
Só identificar o problema, entretanto, não traz a solução; é necessário que se faça um estudo político-social para que se possa entender os motivos que levam tantas pessoas, diariamente, a serem atraídas para o mundo do crime, ou vítimas dele. É preciso entender o crime não como uma causa, mas como uma conseqüência.
A pobreza, a miséria, o desemprego e a falta de conhecimento são fatores que desfavorecem os mais pobres, levando-os, assim, para o tráfico, para o crime, pois este se apresenta como o único mercado de trabalho que promete riqueza mais rapidamente e aceita todo mundo, sem muita burocracia; diferentemente dos outros mercados que exigem profissionais qualificados com óptimos currículos.
Isso ratifica a existência das mazelas sociais. A sociedade favorece alguns e prejudica muitos. Eis um exemplo: Se alguém que pertença à classe média ou à classe alta comete determinado crime, a possibilidade de se responder pelo crime em liberdade, é muito grande; às vezes paga uma fiança e vai embora; geralmente, quando é preso cumpre pouco tempo. Já os que pertencem à classe baixa ou inferior a esta, quando cometem um crime, mais banal que seja, são presos e algumas vezes espancados. Um erro não justifica o outro, mas a justiça tem que pesar os crimes e punir os culpados justamente. Identificar um roubo leve, como é o caso da mãe que roubou um pote de manteiga de um comércio porque seu filho queria comer com pão, de milhões de reais que são desviados dos cofres públicos todos os anos. A primeira, foi presa e humilhada, o segundo, sujeitos indeterminados, que às vezes se tornam determinados pela lei, não sofrem punições severas; o máximo que acontece é a perda do cargo, recuperado anos depois.
O mundo necessita de ajuda, o país necessita de ajuda, e esta quem pode oferecer são os próprios cidadãos. Isso ocorrerá quando cada um se propuser a fazer a sua parte, combatendo o problema de baixo para cima. Ajudando os menos favorecidos, para que tenham uma vida digna, com saúde, emprego e renda, além de reforçar as campanhas de conscientização contra as drogas, contra a violência, contra o crime.

Nancy Santos

Preocupações com o meio ambiente - Energias Renováveis em Portugal


Actualmente, tem sido feitos grandes esforços, por todo o mundo, para tentar minimizar todos os danos que temos feito ao ambiente e, consequentemente, á nossa qualidade de vida.

As fábricas, os carros, a utilização massiva de pesticidas e herbicidas, e a utilização das energias fósseis como o carvão, o petróleo e o gás natural, tudo isto têm contribuído para uma diminuição da qualidade do ar que respiramos, da água que bebemos, enfim, da nossa qualidade de vida.

Graças á sensibilização por parte de pessoas ilustres, como é o caso de AL Gore e o seu filme Uma Verdade Inconveniente, os governos de todo mundo têm-se apercebido que é necessário mudar de rumo, ou seja, apostar cada vez mais num modo de vida sustentável, assente numa politica de reciclagem e no aproveitamento das energias renováveis, ou seja, aquela que é obtida de fontes naturais capazes de se regenerar, e portanto virtualmente inesgotáveis, ao contrário dos recursos não-renováveis. São conhecidas pela imensa quantidade de energia que contêm, e porque são capazes de se regenerar por meios naturais.

As energias renováveis apresentam grandes vantagens relativamente ás energias fósseis, sendo a sua maior virtude o facto de não serem finitas, não terem um prazo, para além disso são energias limpas, que provêm de fontes naturais. São elas a energia eólica, a energia solar, a energia maremotriz, a energia das ondas, a biomassa e a energia geotérmica.

Em Portugal, tem sido feitos grandes esforços para aderir a este tipo de energias, no entanto, ainda existe um longo caminho a percorrer no sentido da modernização das nossas infra-estrutura, aumento da competitividade e aumento das qualificações dos profissionais.para além disso, Portugal é um pais extremamente dependente de gás e petróleo, apresentando um paradoxo, visto ser um país que tem condições naturais par apostar nas energias renováveis. As zonas costeiras portuguesas ( em especial a costa ocidental do continente e as ilhas dos Açores) têm condições naturais para o aproveitamento da energia das ondas: recursos abundantes, plataforma continental estreita, consumo e rede eléctrica concentradas junto á costa do continente.

A aposta nas energias renováveis possibilitaria um maior equilíbrio da balança economia portuguesa, bem como a diminuição das importações.

Em 2001, o governo português lançou um novo instrumento de politica de nergia – o Programa de E4 (eficiência de energia e energias endógenas), composto por uma série de medidas múltiplas e diversificadas tentando promover uma postura consistente e integrada quanto á provisão e procura de energia.

Promovendo eficiência de energia e o uso de fontes de energias renováveis, o programa procura fazer o upgrade da competitividade da economia portuguesa e modernizar o tecido social do país, conservando o ambiente ao reduzir emissões de gás, especialmente o dióxido de carbono responsável pelas alterações climáticas.

Enquanto nos últimos cinco anos, as prioridades principais focaram-se na introdução de gás natural e liberalização do mercado de energia, a ênfase durante os próximos oito a dez anos será na aposta na eficiência da energia e uso da energia endógena.



Sónia Casado