
Terrorismo é uma estratégia política que consiste no uso de violência, física ou psicológica, em tempos de paz, por indivíduos ou grupos políticos, contra a ordem estabelecida, através de ataques a um governo ou à população que o legitimou.
Nos últimos anos, o Terrorismo ganhou significados variáveis e polivalentes. Existe várias formas de terrorismo, entre eles estão o Terrorismo Indiscriminado, Terrorismo Selectivo e o Terrorismo de Estado.
O Terrorismo Indiscriminado, também chamado de Aleatório são todas as acções que se destinam a fazer um dano a uma agente indefinido e irrelevante. Este visa a propagação do medo geral na população; os exemplos desta prática de terrorismo são a colocação de bombas em cafés, parques de estacionamento e metros. O Terrorismo Selectivo visa atingir directamente um indivíduo. Al Qaeda, ETA, IRA, Separatistas Chechenos, PCC (Primeiro Comando da Capital) são seis das várias organizações que actuam sobre esta forma de terrorismo. Em relação ao Terrorismo de Estado, esta expressão foi forjada pela URSS no quadro da Guerra Fria para designar a Operação Condor que foi uma estratégia de repressão comum aos governos autoritários da América do Sul dos anos 1970. A expressão passou a ser comum nas denúncias das práticas massivas, pelos serviços secretos, de assassinato, de tortura, censura aos meios de comunicação e exercício enfim de uma série de violências similares aos empregados no terrorismo.
As mais famosas organizações terroristas do século XX foram as Brigadas Vermelhas na Itália, O IRA (Exército Republicano Irlandês), a OLP (Organização pela Libertação da Palestina), a Ku Klux Klan, a Jihad Islâmica, Abu Nidhal, a Al-Qaeda e a ETA. Alguns governos têm ou tiveram ligações comprovadas com grupos terroristas, que incluem financiamento ou apoio logístico, como o fornecimento de armas e explosivos e de locais de abrigo e treino. São os casos, entre outros, do Iémen, da Líbia, e dos países que apoiaram o regime Talibã no Afeganistão, mas também dos próprios Estados Unidos da América e outros países ocidentais.
Um dos temas mais debatidos nos últimos anos é o Terrorismo Internacional e o Terrorismo Islâmico. O terrorismo deixou de ser um fenómeno restrito a algumas áreas conhecidas no mundo, nas lutas pelos separatistas e revolucionários, diante da exacerbação do fundamentalismo religioso. Nesse sentido, os adeptos do extremismo islâmico lançaram-se numa guerra contra o Ocidente, como esforço para desestabilizar a Ordem Internacional que consideram injusta, expressando o seu ódio contra os Estados Unidos, como país ocidental representativo, pelos seus valores culturais e cristãos, pela sua exuberante economia e poderio militar. Ademais, o Governo norte-americano mantém bases militares em países muçulmanos, algo inaceitável pelos extremistas. Nesta Dissertação, restou patente a necessidade de situar o aparelho do terror no mundo globalizado, de sorte a observar-se a conduta dos grupos extremistas nesse universo cada vez mais estreito e de ligações intrínsecas. Desde o 11 de Setembro de 2001 - quando foram destruídas as torres gémeas do World Trade Center, em Nova York, e danificado parte do edifício do Pentágono, em Washington, no maior atentado terrorista de todos os tempos -, o mundo, neste início de Terceiro Milênio, assiste a um espectáculo de guerras sofisticadas, primeiro no Afeganistão e depois no Iraque, com ameaças de que outros países se vejam confrontados com o mesmo poder de polícia adoptado e exercido pelos Estados Unidos de forma unilateral.
Rute Medeiros
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