sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Historia real de Annaliese Michel


Em 1968 Anneliese uma jovem católica alemã, teve um estranho ataque. Paralisada e com tremores, foi incapaz de pedir ajuda às suas três irmãs e aos pais. Um neurologista da clínica psiquiátrica diagnosticou-lhe Epilepsia do tipo “Grande Mal”, um conceito ultrapassado no meio da comunidade científica, que em vez de separar a doença em “Grande Mal” e “Pequeno Mal” divide-a em crises parciais e crises generalizadas.
Após uma longa estadia no Hospital, ela começa a ter visões demoníacas enquanto reza. No final de 1970, Anneliese regressa à escola e começa a crer que está possuída. As coisas pioram quando ela começa a ouvir vozes que lhe dizem que vai arder no inferno. As depressões aumentam e sente-se cada vez mais afastada da medicina, incapaz de lhe resolver a sua questão.

Em 1973, os seus pais pedem à Igreja por um Exorcismo e esta rejeita e recomenda que ela continue a tomar a medicação que os médicos lhe prescreveram.
Na sua doutrina, a Igreja define o exorcismo como sendo um rito sagrado destinado a expulsar o demónio dos possessos ou a subtrair pessoas e coisas às influências demoníacas. A cerimónia seguida é antiquíssima, contendo alguns formulários que têm origem antes do séc.X. Os exorcismos, que ainda se efectuam nos dias de hoje, seguem as normas estabelecidas pelo título XII do Ritual Romano, o qual, por sua vez, reproduz o ritual de Paulo V (1614), posteriormente revisto pelo papa Bento XIV (1744).
Após o concílio Vaticano II (anos 60 do séc XX), a Igreja começou a revelar grande reserva relativamente à possessão demoníaca, à medida que a ciência moderna veio demonstrar que a maioria das pessoas, ditas possessas, mais não eram do que pacientes do foro neurológico e/ou psiquiátrico.
É assim necessário um extenso conjunto de sintomas para que a Igreja Católica considere uma pessoa possuída (Infestatio).
Mas, os pais de Anneliese não desistiram e através de Ernst Alt, o pastor encarregue do caso, voltaram a formular o pedido. Novamente rejeitados, eles decidem que Anneliese deveria assumir uma vida ainda mais religiosa de forma a tentar expulsar o mal.
Mas os ataques continuaram e na casa dos seus pais, Anneliese insultava, batia e mordia os membros da família, não se alimentava normalmente e dormia no chão. Começava a comer moscas, aranhas e carvão e chega a beber urina.
Paralelamente ela destruia crucifixos, imagens de Jesus e rosários.
Em Setembro de 1975, a Igreja Católica finalmente acedeu ao pedido familiar e designava o padre Arnold Renz e o pastor Ernst Alt para efectuarem o exorcismo. De Setembro de 1975 ahttp://www.blogger.com/img/blank.gif Julho de 1976 foram mantidas naquela casa 2 sessões de exorcismo semanal, por vezes, os seus ataques eram tão fortes que eram necessários 3 homens para a agarrar. Entre essas sessões, houve períodos em que Anneliese acalmou e pôde fazer a sua vida normal, ir à escola, etc.
Mas os ataques não paravam e durante 6 meses ela recusava-se a alimentar-se.
A 30 de Junho de 1976, os exorcismos param. Ela sofreu uma pneumonia e morre no dia 1 de Julho, usando como últimas palavras “Beg for Absolution” (implora pela absolvição).

Por: Ana Medeiros e Nancy Santos

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