
A alimentação é um dos factores que mais interfere na nossa saúde, por isso uma boa alimentação deve ser equilibrada, completa, variada, que inclua o elemento mais vital do organismo, a água, e com os nutrientes adequados a cada organismo e saúde.
O que são Distúrbios Alimentares?
São doenças psiquiátricas estando na sua origem a interacção de factores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais. Caracterizam-se, fundamentalmente por alterações significativas do comportamento alimentar. Ocorrem predominantemente nos países industrializados, tendo uma incidência menor nos países pouco desenvolvidos e fora do mundo ocidental. Afectam sobretudo as mulheres jovens.
A importância relativa das influências socioculturais, biológicas, psicológicas e familiares e a forma como interagem entre si pode ser diferente consoante o período de desenvolvimento do jovem, influenciando o aparecimento ou não do distúrbio alimentar e a sua cronicidade.
Sabe-se que não se deve a modas, mas que a pressão cultural para a magreza, a insatisfação e a preocupação com o peso podem contribuir,
juntamente com outros factores, para um aumento da vulnerabilidade, que por sua vez pode levar á tomada de decisão de iniciar uma dieta. É pertinente referir que a dieta só por si não constitui uma condição suficiente para o desencadear de um distúrbio alimentar, mas é uma condição necessária, dado que não existem distúrbios alimentares sem dieta.
Manifesta-se como anorexia, bulimia, desnutrição ou obesidade. No tocante à desnutrição, é preciso tornar claro que tão-somente a gerada por uma disfunção ou desequilíbrio psicossomático do indivíduo deve ser qualificada como "disfunção alimentar". Essa observação é necessária para distingui-la da forma desnutricional que não foi, por assim dizer, escolhida pelo indivíduo, mas, sim, engendrada, de ordinário, por um complexo cultural-económico-político-social, do qual aquele (o desnutrido) é vítima. Pode-se chamar desnutrição exógena a essa forma engendrada de fora para dentro, enquanto desnutrição endógena será a causada a partir do indivíduo.
Devido às idiossincrasias da adolescência, mostram as estatísticas que essas disfunções alimentares são mais freqüentes nessa faixa etária, quase sempre associadas a algum quadro de disfunção emocional, na dinãmica da família, da escola, do trabalho — enfim, da vida social. Contudo, outras faixas etárias também mostram incidência dessa disfunção alimentar.
Factores como cultura, etnia, idade, entre outros, estão entre as características dessa ocorrência.
Quase sempre essas formas inter-transmutam-se, não raro estão associadas, podendo um quadro de anorexia conjugar-se com outro de bulimia etc — e vice-versa - o que constitui agravante de complexidade na correta abordagem terapêutica do caso.
Sintomas e outros Sinais de Alerta
• Emagrecimento
• Cuidado excessivo com a alimentação
• Desculpas para não comer ou comer sozinha
• Isolamento, alterações de humor e Agressividade
• Excesso de exercício físico
• Vómito e uso de laxantes
• Atitude demasiado crítica quanto à sua imagem
• Perda da menstruação
Tratamento
O tratamento é multidisciplinar, isto é, envolve a recuperação do peso normal com acompanhamento nutricional e médico, a eliminação das causas psíquicas através de apoio psicológico e a prevenção da recaída, sobretudo pelos familiares mas com apoio de psicólogos. Em casos graves pode ser necessária hospitalização.
Contudo, todos eles podem ser tratados com sucesso, com competente cuidado médico, nutricional e psicológico, incluindo-se a hipnoterapia.
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